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Curtiss SC1 Sea Hawk
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2010.08.27 05:22:43
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Page 0: Page 1: CURTISS SC1 SEA HAWK – 1.ª parte História O SC Sea Hawk foi um hidroavião de observação projectado pela Curtiss, para a marinha dos Estados Unidos da América. A existência do Curtiss S03C Seamew e do Vought OS2U Kingfisher, desenhados em 1937, levaram a requerer as suas substituições por um avião melhor, antes de 1942. Este trabalho começou em Junho de 1942. A Curtiss apresentou um desenho do Sea Hawk no primeiro dia de Agosto desse ano, com um contrato de dois protótipos e cinco aviões de teste concedidos em 25 de Agosto. Era um avião monolugar, com duas metralhadoras M2 Browning nas asas e dois suportes, que permitia o transporte de bombas de 250 libras. Apresentava um flutuador no centro da fuselagem. 1 Page 2: O primeiro voo de um protótipo XSC-1 realizou-se em 16 de Fevereiro de 1944 em Columbus no Ohio, onde se encontrava as instalações da Curtiss. Os testes continuaram até 28 de Abril. Outros protótipos foram construídos, com um segundo assento e cockpit modificado, designado de SC-2. A produção de série do SC2 não foi empreendida. A produção em série do SC-1 foi entregue a 22 de Outubro de 1944 ao serviço do USS Guam. O Sea Hawk foi discutivelmente o melhor hidroavião de observação, ao serviço da marinha dos Estados Unidos da América durante a 2.ª Guerra Mundial. Contudo, o seu demorado desenvolvimento, fez com que estivesse pouco tempo em acção. A sua principal acção no conflito, foi a participação em Junho de 1945 na Invasão do Bornéu. Com o fim da guerra os hidroaviões foram sendo substituídos por helicópteros. Modelo Curtiss SC1 Sea Hawk Marca: Signifer Escala: 1/48 Material: resina O Sea Hawk desta marca é todo ele em resina, por isso o nível de perfeição de peças e gravações é excelente. Isto não quer dizer que o modelista não tenha um grande trabalho pela frente. Aconselho a construção de modelos em resina a modelistas com uma certa experiência. Antes de mais, temos que estudar a construção do mesmo, visto que o nível de planos é bastante deficiente. Temos de ir à procura de informação suplementar, em revistas, e na internet, isto se queremos fazer um bom trabalho. Depois de recolhida toda a informação, aí sim podemos começar a nossa construção. 2 Page 3: Limpeza das peças É essencial a limpeza de todas as peças. A resina além de ser muito difícil de trabalhar, é extremamente quebradiça, o que se não tivermos o mínimo de atenção, facilmente quebramos alguma peça. Temos que cortar todos os excessos com cuidado, e depois a lixa para limpar qualquer rebarba que ainda esteja à vista. Se por ventura tiverem uma pequena dremel, é óptimo para estes trabalhos. Antes de se começar a construção limpem bem todas as peças!!!! Construção Para se começar a colar as peças temos que experimentar antes de se colar as diversas partes. Depois de se verificar esta situação, pegamos na nossa super-cola (cianocrilato), e começamos a nossa 3 Page 4: fase de construção. Comecei por montar as duas partes da fuselagem, e de seguida a massa de enchimento para as falhas que este apresentava. Depois de esta parte estar lixada colamos a parte da deriva ao resto da fuselagem, e fazemos o mesmo processo que se fez anteriormente. Depois vem as asas, um grande problema. Tive que arranjar uns bocadinhos de plástico para se pôr entre ela e a fuselagem, isto para ficarem como o modelo exige. Levou alguma massa, e depois a lixa. O resultado final foi o exigido. O cockpit foi mais um daqueles trabalhos, que era melhor fugir!!!! Tive com muito cuidado, a inserir e colar o painel de instrumentos. 4 Page 5: Depois foi a cadeira, onde tive que cortar em dois, lixar, isto para caber dentro do cockpit. Haja paciência. O motor, foi outra. Antes de colar, experimentei, e não cabia na parte que o envolvia. Vamos buscar a lixa e tudo se resolve. A seguir temos o flutuador, que fica no meio da fuselagem. É uma peça única, o que facilita muito. As últimas peças Depois de se colar as principais peças do modelo, temos as peças mais pequenas. Umas antenas na fuselagem, as metralhadoras, e os flutuadores nas pontas das asas, os lemes de profundidade, as saídas de escape, e teremos o modelo pronto para ser pintado. Pintura Comecei pela pintura do cockpit. Dei uma base de XF4 da tamiya (Yellow Green). Depois pintei os painéis de instrumentos com XF1 (Flat Black), a cadeira com H11 da humbrol (Silver) e a parte do assento com H118 (US tan). Os cintos utilizados foram uns que eu tinha da Eduard...um set da US Navy-WWII. 5 Page 6: Como todo o modelo temos que dar uma base. Utilizei para isso o XF16 da tamiya (Flat Aluminium). Após a secagem da base, comecei a pintar as cores finais. Utilizei para isso as seguintes cores: XF2 (Flat White) para as zonas inferiores do avião, o H56 da Gunze Sangyo Acrylics (Intermediate Blue), para as partes superiores dos flutuadores e zona média da fuselagem, e o H54 (Navy Blue), para as asas e parte superior da fuselagem. Decalques Os decalques utilizados foram os que vieram com o modelo. Esta aeronave era baseada no USS Guam CB-2, em 1944. Após a colocação dos decalques dei uma camada de Future em todo o 6 Page 7: modelo, de modo a proteger a pintura e os decalques. No próximo artigo irei vos mostrar os acabamentos finais, e o diorama. Bibliografia. Wing Masters n. º 4 May-June 1998 – Histoire & Collections www.ussguam.com/cb2/index.html www.uss-la-ca135.org/Curtiss-SC-1.html Texto, maquete e fotos de: João Damiães Associação de Modelismo do Montijo – Portugal www.ammontijo.com / jdamiaes@gmail.com 7 Page 8: